Agência de marketing de conteúdo: tudo o que você precisa saber antes de contratar
Você decidiu que está na hora de contratar uma agência de marketing de conteúdo e levar a comunicação da sua marca mais a sério.
Talvez esteja cansado de pensar no que postar toda semana. Talvez já tenha tentado fazer sozinho, contratado alguém pontualmente ou simplesmente percebido que o seu negócio cresceu, mas a sua presença digital não acompanhou esse crescimento.
Então começa a busca por uma agência de marketing de conteúdo.
E é justamente aqui que surge um novo problema: como saber qual contratar?
Propostas diferentes, escopos diferentes, preços que parecem não seguir lógica alguma e uma quantidade considerável de termos que, para quem não trabalha com marketing, podem parecer todos a mesma coisa.
Social media. Gestão de conteúdo. Planejamento. Posicionamento. Branding. Tráfego. Estratégia.
Antes de comparar agências de marketing de conteúdo, existe uma etapa mais importante: entender o que você realmente está contratando.
Porque nem toda agência resolve o mesmo problema, e nem todo problema de comunicação se resolve produzindo mais conteúdo.
1. Antes de procurar uma agência de marketing de conteúdo, entenda por que você está procurando uma
“Preciso melhorar meu Instagram” parece um problema.
Mas ainda é uma descrição muito ampla.
O que exatamente precisa melhorar?
Você não consegue manter uma frequência de publicação? Seu conteúdo não representa a qualidade do seu trabalho? As pessoas chegam ao seu perfil e não entendem exatamente o que você faz? Você tem conhecimento, mas dificuldade para transformá-lo em conteúdo? Sua comunicação está acontecendo, mas não existe uma estratégia clara por trás dela?
Esses problemas podem parecer semelhantes olhando de fora. Mas exigem soluções diferentes.
E isso muda completamente o tipo de profissional ou agência que você deveria contratar.
Uma boa agência não deveria começar a conversa tentando encaixar você em um pacote.
Deveria começar tentando entender o problema.
2. Gestão de conteúdo não é simplesmente “alguém para fazer posts”
Essa distinção é importante.
Você pode contratar alguém para criar artes, editar vídeos, escrever legendas e programar publicações.
Tudo isso faz parte da execução.
Mas uma gestão estratégica de conteúdo precisa responder a perguntas anteriores:
O que essa marca precisa comunicar?
Para quem?
Que percepção queremos construir?
Quais assuntos ajudam a sustentar esse posicionamento?
Qual papel cada formato desempenha?
O que os resultados estão mostrando?
É isso que diferencia um calendário cheio de uma comunicação com direção.
Na Criei, por exemplo, a gestão de conteúdo parte de um posicionamento definido para então transformá-lo em planejamento, roteiros, design, legendas, publicação e análise.
Ou seja: antes de perguntar quantos posts uma agência entrega, vale perguntar como ela decide quais posts deveriam existir.
3. Entenda exatamente o que está e o que não está no escopo
Essa é uma das conversas mais importantes antes da contratação.
“Gestão de redes sociais” pode significar coisas completamente diferentes dependendo da empresa.
Uma agência pode cuidar de estratégia, planejamento e criação, mas não responder directs. Outra pode incluir community management, mas não produzir vídeos. Algumas trabalham com mídia paga; outras, apenas com conteúdo orgânico.
Nenhum desses modelos é necessariamente melhor ou pior.
O problema acontece quando cliente e agência estão chamando de “gestão” duas coisas diferentes.
Antes de fechar, procure entender:
- quais canais serão trabalhados
- quantos conteúdos estão previstos
- quem desenvolve pautas e roteiros
- quem produz fotos e vídeos
- se design e legendas estão incluídos
- quem publica
- se stories fazem parte da entrega
- se comentários e mensagens serão respondidos
- como acontecem aprovações e ajustes
- se existem reuniões de acompanhamento
- como os resultados são analisados
Quanto mais claro estiver o escopo, menor a chance de frustração dos dois lados.
4. Não compare propostas olhando apenas para a quantidade de posts
Uma agência oferece 12 posts. Outra oferece 20. Uma terceira oferece 8.
Qual entrega mais?
Porém, sem contexto, essa pergunta não tem resposta.
Quantidade é uma das métricas mais fáceis de comparar e, justamente por isso, pode levar a decisões ruins.
Um conteúdo pode exigir pesquisa, construção de argumento, roteiro, direção criativa e design. Outro pode ser uma publicação simples. Um negócio pode precisar de maior frequência. Outro pode se beneficiar muito mais de menos conteúdos, com maior profundidade.
Por isso, em vez de perguntar apenas “quantos posts vou receber?”, pergunte:
“Por que essa quantidade faz sentido para a minha estratégia?”
A resposta diz muito mais sobre a agência.
5. Preste atenção em como a estratégia é construída
“Estratégia” aparece em praticamente toda proposta de marketing.
A questão é descobrir o que essa palavra significa na prática.
Existe diagnóstico? A agência busca entender o negócio antes de propor conteúdo? Investiga público, diferenciais, objetivos e posicionamento? Existe uma lógica por trás das pautas? Os resultados servem para orientar decisões futuras?
Ou estratégia é apenas o nome dado ao calendário mensal?
Uma agência de conteúdo não precisa ter uma metodologia complicada para ser estratégica.
Mas precisa conseguir explicar por que está recomendando determinada direção.
Se tudo parece depender de tendência, inspiração ou “isso costuma funcionar no Instagram”, vale acender um alerta.
6. Veja o portfólio, mas olhe além da estética
Um feed bonito chama atenção. Mas não conta toda a história.
Ao analisar o trabalho de uma agência, tente perceber se diferentes clientes parecem realmente diferentes.
Existe coerência com cada marca?
Os conteúdos demonstram entendimento do negócio?
A linguagem muda conforme o público?
Ou todos acabam seguindo a mesma fórmula?
Uma boa identidade visual importa. Uma boa direção criativa também.
Mas conteúdo estratégico não deveria fazer dez clientes diferentes parecerem dez versões da própria agência.
7. Entenda qual será o seu papel no processo
Contratar uma agência não significa desaparecer da comunicação da própria empresa.
Principalmente quando o negócio depende da experiência, repertório ou autoridade de quem está à frente dele.
A agência pode organizar ideias, identificar oportunidades, construir estratégia, escrever roteiros e transformar conhecimento em conteúdo.
Mas existe uma matéria-prima que precisa vir do cliente: o conhecimento sobre o próprio negócio.
Por isso, vale perguntar quanto envolvimento será necessário, como acontecem as trocas e o que a agência precisará de você ao longo do mês.
O objetivo não é transferir completamente o pensamento.
É criar uma estrutura para que você não precise carregar sozinho toda a execução.
8. Desconfie de garantias que o marketing não pode dar
“Vamos fazer você viralizar.”
“Vamos conquistar X seguidores.”
“Seu faturamento vai aumentar em X meses.”
Promessas assim podem parecer atraentes justamente porque eliminam a incerteza.
O problema é que marketing não acontece isoladamente.
Resultado depende da oferta, preço, mercado, atendimento, processo comercial, investimento, reputação, produto e uma série de outras variáveis.
Uma agência séria pode estabelecer objetivos, acompanhar indicadores, testar hipóteses e buscar evolução.
O que ela não deveria fazer é transformar algo que não controla em garantia comercial.
9. A agência de marketing de conteúdo certa não é necessariamente a maior, nem a mais barata
Existe uma pergunta melhor do que “qual é a melhor agência?”:
Qual estrutura faz sentido para o momento do meu negócio?
Talvez você precise apenas de um designer.
Em outros casos, talvez precise de alguém especializado em tráfego.
Talvez tenha uma equipe interna e precise somente de direção estratégica.
Ou talvez o problema esteja espalhado entre posicionamento, planejamento, conteúdo, design e análise, e faça mais sentido ter uma estrutura que consiga conectar essas competências.
Escolher bem não é contratar mais.
É contratar o que o problema exige.
Antes de contratar, faça estas perguntas
Se você chegou até aqui, pode levar algumas perguntas para a próxima conversa com uma agência:
Como vocês constroem a estratégia de conteúdo?
O que vocês precisam entender sobre meu negócio antes de começar?
Além disso, o que exatamente está incluído no escopo?
O que fica sob minha responsabilidade?
Como vocês definem pautas e formatos?
De que forma funciona o processo de aprovação?
Como os resultados são analisados?
O que vocês esperam construir nos primeiros meses?
As respostas provavelmente vão dizer mais do que qualquer apresentação comercial.
No fim, você não está contratando posts
Está contratando pessoas para ajudar a traduzir o valor do seu negócio em comunicação.
E isso exige mais do que saber usar uma rede social.
Exige repertório, entendimento do negócio, capacidade de fazer escolhas e, principalmente, critério para saber o que comunicar e o que não precisa ser comunicado.
É assim que pensamos na Criei.
A nossa gestão estratégica de conteúdo transforma posicionamento em uma comunicação consistente, conectando planejamento, roteiros, design, legendas, publicação e análise sem transformar conteúdo em uma sequência de ideias soltas.
Se você está pensando em contratar uma agência de marketing de conteúdo, mas ainda não sabe exatamente qual estrutura sua marca precisa, converse com a Criei.
Talvez a primeira decisão não seja quantos posts fazer.
Talvez seja descobrir o que sua comunicação precisa construir.